quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Startups impulsionam inovação nos serviços públicos

 

Primeira edição do concurso "Desafios Justiça" já encontrou quatro finalistas, que responderam a uma necessidade concreta do INPI. Ministério está a preparar hackaton já para o início de 2024.

As startups WPS, Neural Shift, Visor.ai e o fundador da Techframe, Carlos Mora, são os finalistas da primeira edição do "Desafios Justiça", um concurso de ideias inovadoras promovido pelo Ministério da Justiça (MJ), no âmbito da Estratégia de Govtech, que tem como objetivo encontrar respostas para necessidades concretas dos serviços do setor. A iniciativa dirige-se a startups, universidades e centros de investigação ou pessoas individuais.

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) foi a primeira entidade a lançar um desafio específico, em fevereiro deste ano: uma ferramenta de pesquisa conceptual que ajudasse a avaliar o risco de confusão entre marcas - isto porque "quando os especialistas estão a fazer a avaliação das mesmas, muitas vezes têm dificuldades em conseguir validá-las, na medida em que as marcas podem ser confundidas pela sua componente de imagem ou fonética", explica o secretário de Estado da Justiça, Pedro Tavares, ao Dinheiro Vivo.

"O que estas entidades fizeram foi responder de forma criativa a este desafio", acrescenta. O programa - que contou com a colaboração da Startup Lisboa, Startup Braga, Startup Portugal, Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), TICE.PT e Coworking Thurdays - recebeu 14 candidaturas, maioritariamente portuguesas, e apresentou os finalistas em setembro.

Além de incubação durante três meses na Startup Lisboa, estes empreendedores estão agora em contacto com organismos, para possíveis colaborações.

Na prática, não haverá vencedor. Pedro Tavares esclarece que este é um concurso de ideias, não um processo imediato associado à contratação pública e que agora o INPI avaliará o trabalho de cada um dos concorrentes, bem como a possibilidade de poder vir a integrar as suas soluções. Também a Justiça e a Administração Pública olhará para estas ferramentas, no sentido de poder vir a replicá-las noutros casos. "Por vezes, temos pequenos desafios que, resolvendo, simplificam a vida dos funcionários e cidadãos."

Com a missão de "chegar mais longe" nesta relação com o ecossistema e criar "conhecimento e inovação à volta do governo" - o MJ está a preparar um segundo modelo de trabalho, um hackathon focado em dados para empresas.

A ideia é convidar empreendedores e sobretudo a academia para trabalharem, durante um determinado período de tempo, em desafios concretos desta área, como ajudar a automatizar processos ou criar inteligência artificial (IA) em alguns sistemas.

Carlos Mora é fundador da Techframe, empresa nacional de investigação, desenvolvimento e comercialização de sistemas informáticos complexos; a WPS, é uma startup polaca com raízes ucranianas, especialista em soluções de e-governement; a Neural Shift é uma startup que se dedica a desenvolver soluções tecnológicas com base em IA para a automatização das empresas; e a Visor.ai é uma startup que criou uma plataforma baseada em IA, que possibilita a construção e implementação de chatbots sem necessidade de programação.


fonte: https://www.dinheirovivo.pt/fazedores/justica-startups-impulsionam-inovacao-nos-servicos-publicos-17122838.html

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O ICMS e o princípio da seletividade nos setores de energia elétrica e de telecomunicações

 Espera-se que a decisão proferida pela Corte Suprema, haja vista sua força vinculante em relação ao Judiciário, venha ratificar a aplicação...